POTENCIAIS EVOCADOS P300



Potenciais Evocados Cognitivos – P300 abrindo as fronteiras da neurologia do conhecimento

Outros nomes usados para o mesmo exame:

  • P3
  • Potencial Cognitivo
  • Potencial P300
  • Exame P300
  • Potencial Evocado Auditivo P300
  • Potencial Auditivo de Longa Latência P300

 

Um dos mais novos testes na área de NFC, o estudo do potencial Evocado P300 ou P3, representa o primeiro passo da neurofisiologia na área da neurologia da consciência, neurologia do comportamento ou neurologia cognitiva.

É uma técnica que permite avaliar o processamento interno em uma pequena rede cerebral. Podemos dizer que esta técnica nos permite colocar um pequeno feixe de luz numa ínfima porção da imensa rede bioelétrica do pensamento. 

O teste se realiza com a apresentação ao paciente de duas informações simples e uma tarefa mental a ser realizada. O objetivo do exame é identificar e mensurar o potencial bioelétrico gerado na realização da tarefa. Aqui não se vai medir o estímulo ou sua resposta automática, mas sim o processamento.

Várias formas e paradigmas podem ser considerados, porém duas formas são as mais comuns e mais testadas, dando maior segurança clínica. A informação deve ser apresentada ao paciente de maneira que possa ser controlada e analisada pelos equipamentos. Uma forma é fazê-lo através informações visuais na tela de um monitor. Neste caso avaliaremos as conexões neurais relacionadas ao processamento central da visão. Outra forma e a apresentação de informação auditiva, por meio dos ouvidos, quando avaliaremos o processamento auditivo central.

No jargão da neurofisiologia, denominamos estas informações de estímulos. Assim exame é realizado por meio de estímulo visual ou de estímulo acústico ou auditivo, sempre no formato de dois estímulos diferentes; duas informações distintas. O paciente deve ser capaz de separar estas informações, ou seja de diferencia-las, diferenciar os estímulos e em seguida, identificar aquele que chamamos de “estímulo alvo” em meio ao outro que denominamos "estímulos freqüentes".

Vamos a um exemplo concreto.

No caso de P300 Auditivo, aplicamos dois tipos de sons diferentes, um " click" que é utilizado como estímulo freqüente e um " bip" aplicado com frequência mais rara e que será o estímulo alvo, que se são apresentados aos ouvidos do paciente de forma aleatória. Qual é a tarefa cognitiva?

O cliente deve primeiramente diferenciar cada um dos estímulos. Em seguida deverá ide

identificar aquele que denominamos Alvo e quantificar (contar) sua ocorrência.

Esta tarefa mental dada ao cliente ativa o processamento na rede neuronal de processamento central da audição. Isso gera uma resposta elétrica que pode ser captada pelos equipamentos especiais que utilizamos.

No momento em que o paciente identifica a informação alvo e que a rede neural é acionada, o equipamento consegue detectar esta resposta elétrica. A ela damos o nome de potencial cognitivo ou P300.

Para a completa realização desta tarefa, a informação auditiva percorre um longo trajeto. Se inicia na cóclea, que é o sensor periférico da audição, passa pelo nervo acústico, entra no encéfalo pelo tronco encefálico, segue para o tálamo e para a córtex cerebral, onde ocorre o processamento da informação. Devido à essa imensa rede neural, com inúmeras conexões, este é um potencial evocado auditivo de longa latência.

Muitos fatores que interferem na capacidade cognitiva do indivíduo poderão alterar o padrão da resposta, gerando atraso na latência da onda, que representa o tempo do seu processamento, ou mesmo causar o desaparecimento do potencial cognitivo.

Estes estudos estão indicados nos inúmeros de distúrbios da capacidade intelectual e cognitiva e nos diagnósticos diferenciais dessas condições. Alguns exemplos são:

  • Demências Vasculares
  • Demências Degenerativas
  • Doença de Alzheimer
  • Encefalopatias isquêmicas
  • Encefalopatias Metabólicas
  • Distúrbios da aprendizagem,
  • Controle de atuação de medicamentos
  • Diagnóstico Diferencial da Histeria, etc.